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As famílias sempre foram diversas



Não importa a época que vivemos, uma coisa é fato: famílias sempre foram diversas. Por mais que entre o fim do século 19 e começo do 20 o modelo de família tradicional composta por pai, mãe e filhos era considerado o “certo”, já existiam diversas construções familiares. ⠀


Os escravizados, por exemplo, muitas vezes eram separados de suas famílias, então sua rede de apoio passava ser sua nova família e a recriação de laços surgia.


Em 1916, uma lei foi criada onde dizia que as mulheres só poderiam trabalhar com a autorização de seus maridos 😓. Mas a partir dos anos 60 houve uma crescente nas discussões da liberdade sexual das minorias e só em 1962 esta lei foi extinta.


Nesta mesma época foi realizado um Censo, onde mostrava que 8% dos casais brasileiros eram formados por relações inter-raciais. ⠀⠀

Entre as décadas de 70 e 80 o movimento feminista ganha força, há o surgimento da pílula anticoncepcional e a medicina avança para a fertilização in vitro. Com tudo isso, as mulheres passam a ter uma maior liberdade sexual 🙌 e famílias não necessariamente precisam ser constituídas a partir de uma relação sexual entre homem e mulher. ⠀⠀


Já em 2010 o número de casas chefiadas por mulheres chega a 40%, segundo o Ipea e o Pnad. No ano seguinte, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável homoafetiva 🏳️‍🌈. As mães solos sempre foram uma realidade, mas em 2015, segundo o IBGE, o Brasil registrou mais de 1 milhão de famílias com essa formação. Em 2017 tivemos um avanço mega importante para que as famílias sejam cada vez mais diversas: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou que os cartórios adotassem novos modelos de certidão de nascimento 👏. ⠀


Fonte: report Pelas Famílias, elaborado pela 65|10 e a Contente em 2019. ⠀